Há alguns anos eu participava de um grande evento internacional de business em Los Angeles USA, comigo, uma amiga belga entre tantos convidados europeus.

Em determinado momento da programação foi anunciada uma conferência sobre rejuvenescimento, estética, beleza e saúde da mulher moderna. Entusiasmadíssimas, desejando adentrar nos segredos do mundo das estrelas de cinema, nos dirigimos ao local indicado.

A conferencista trazia muitas novidades, falava em primeira pessoa, colocando-se como exemplo bem sucedido daquilo que indicava e nós anotávamos tudo, prontas para fazer uma reviravolta nos nossos hábitos alimentares e estéticos.

Ao final, tantos aplausos e tanto a mudar...

Porém eis que algo me ocorreu! Já que o assunto é rejuvenescimento, precisaríamos para avaliar melhor a conveniência das mudanças saber a idade da palestrante, disse eu à minha amiga.

Na ocasião tínhamos 50 anos e ela aparentava ter mais idade do que nós. Saímos então ao encalço da “professora das estrelas” e a encontramos no toalete. Conversamos um pouco e a seguir, com a máxima delicadeza possível perguntamos: qual é a sua idade? Ao que ela respondeu: 40 anos.

Confesso que foi difícil segurar a decepção estampada nos nossos semblantes e, uma vez longe dos olhos da palestrante, rasgamos os apontamentos e demos muitas risadas: nada a mudar! Quando afirmo que a vida é uma escolha, significa também que devemos checar as informações, clarificar as situações e decidir aquilo que de fato nos convém sem nos deixar influenciar pelos ambientes.

Esse é um dos pontos que discrimina o circuito perdedor daquele vencedor.

Existe a evidência dos resultados prometidos?

Ensinar algo é um gesto muito belo, uma vez que eu possa evidenciar os resultados anunciados. Pesquiso, estudo, experimento, evidencio e só então, compartilho.

Atentas queridas amigas!

Abraço!