Em reportagem, Mariliz Pereira Jorge nos conta que Lady Gaga teve um namorado que lhe dizia que ela jamais seria bem sucedida, que ela seria certamente um fracasso.

Também no filme O Diabo Veste Prada a garota Andy, embora tenha sido selecionada pelo seu alto potencial, ao conservar relações que não a estimulavam à evolução, regride.

Algumas vezes nos sentimos atraídas por personagens que parecem nos proteger, mas de algum modo nos enfraquecem e quando nos damos conta, nosso projeto foi desprezado, esquecido: eu tinha um projeto? Qual era? O que eu amo fazer? O que sei fazer?

Relações são estradas abertas, que, conhecidas e trilhadas por anos tornam-se habituais, costumeiras, automáticas, e muito provavelmente vias preferenciais difíceis de serem mudadas.

Porém em determinado momento da nossa vida, num relance, vê-se: errei a estrada! Abri mão do meu projeto, da minha alegria, do meu interesse, da minha paz, da minha personalidade e esse foi o resultado de relações que eu mesma escolhi: atalhos talvez.

Instala-se o medo. O que fazer?

Em primeiro lugar, não tenha raiva do poço por ele estar seco e não dar água, ao invés, pergunte-se: por que insisto em querer beber onde sei que não irei encontrá-la?

Segundo o filósofo Antonio Meneghetti, a alegria, aquela autêntica, que dá consistência dentro, que produz tranquilidade de ordem é um efeito da própria inteligência, pontua ainda o autor que podemos fazer qualquer coisa na existência, o importante é que tenhamos o feeling íntegro com a vida, com o projeto que cada um de nós é e quer desenvolver.

Então, seguindo o exemplo de Lady Gaga, acorde, recomece, lute e vença, pois como ensina Brian Cox protagonista do filme The Carer: apenas covardes morrem antes da própria morte.

Ser ou não ser é o nosso maior desafio e a solução é: agressivamente, descaradamente, orgulhosamente, seja lá de que maneira for, ser.

Aprenda a escolher somente relações úteis e funcionais ao seu projeto de vida!

Até breve, queridas amigas!