por Alice Schuch, escritora, palestrante e pesquisadora do universo feminino

A vida, a recebemos de presente e, como o mar, por vezes doce e serena em momentos outros, as tempestades. Podemos no entanto afirmar que a pessoa líder autêntica possui incluída à sua natureza a necessidade de trabalho significativo, de ser justa e equânime, de fazer o que é digno de ser feito e de preferir fazê-lo bem.

Conta-se que Sir Wiston Churchill em meio a um vendaval político, no leito do hospital onde se recuperava da cirurgia de apendicite, refere: “num piscar de olhos, encontrei-me sem ministérios, sem lugar no Parlamento, sem partido e sem apêndice”. Lê-se em sua biografia ainda que ele sofreu três grandes golpes em dois anos apenas: a perda de todo o dinheiro na quebra da bolsa de valores, a perda de sua posição no Partido Conservador e um terrível atropelamento.

Depois de passar o grosso da tempestade seus ecos retumbantes continuaram por algum tempo a ser sentidos e Churchill acreditou que não conseguiria recuperar-se por completo. Certamente foi um momento delicado (de fragilidade) que implicou simultaneamente retirar-se a fim de sarar as próprias feridas, recuperar as forças e examinar a situação para que a coragem necessária pudesse ser recuperada e retomado o avanço.

Falando em líderes, reporta Antonio Meneghetti, que o fundamental é aquele que controla as operações. Líder “é uma pessoa que, preestabelecido um escopo, procura e faz os meios e as pessoas funcionais ao escopo”, possui uma vocação e por certos aspectos, nasce já com a predisposição, com o dote e com a atitude.

Por esse motivo, pensar em recompensa financeira, unicamente, é evidente ser inadequado em tal enfoque. O certo é que a satisfação de premências básicas pode ser comprada com dinheiro, mas saciadas estas, líderes autênticos são pessoas motivadas por espécies superiores de desejos, tais como afeição, dignidade, respeito, honra e oportunidade da promoção de valores elevados: verdade, beleza, eficiência, excelência, justiça, perfeição, ordem e legitimidade, conclui Abrahan Maslow.

De fato, Sir Wiston Churchill, líder estadista britânico recuperou-se e prosseguiu, consagrando-se um exemplo de homem público com a energia e o gênio necessários para dar fim à Segunda Guerra Mundial.

Aqui fica, obviamente muita coisa sobre o que pensar...