por Alice Schuch: doutora, escritora, palestrante e pesquisadora do universo feminino

Ainda que Sócrates tenha bebido cicuta, Jesus perecido na cruz e Giordano Bruno ardido na fogueira, suas mentes foram ponta de evolução e, assim sendo, suas ideias permanecem entre nós como fontes de luz.

Pontua Silva Lobo em O método socrático, que o filósofo considerava as condições interiores de cada um indispensáveis para o autoconhecimento e ainda que os erros eram o resultado da ignorância humana. Sócrates se comparava a uma parteira, na medida em que sua intenção era ajudar o nascer do conhecimento que precisava vir de dentro de cada um.

Pesquisadores referem que Platão descreveu na Alegoria da Caverna a vida de seu mestre Sócrates que, conseguindo liberar-se das amarras da ignorância e tendo acesso à sabedoria, ao tentar transmiti-la, não foi compreendido. Considerado rebelde e revolucionário, acabou condenado por tentar mostrar um mundo de inteligência, de luz, mais belo.

Suponhamos que Sócrates depois de encontrar a sapiência tentasse retornar à caverna, não teria ele, advindo da luz os olhos cegados agora pelas trevas?

Mesmo não possuindo a genialidade dos grandes filósofos, a cada uma de nós é dada a inteligência. Ajudá-la a desabrochar (germinar, brotar, borbulhar) significa encontrar-se com a minha luz, com o meu sol, pois, como cantam os italianos, Il sole è mio.

É por essa razão que regressar à caverna não convém também a nós, mulheres do Terceiro Milênio e tempo do Neofeminino, porque estamos cientes que todas, pequenos ou grandes sóis, nascemos para brilhar.

Avante sempre com alegria queridas amigas!

Até a próxima!!!