Por Alice Schuch: doutora em gêneros, pesquisadora, palestrante e escritora sobre o universo feminino

Para nós, mulheres do Terceiro Milênio e tempo do Neofeminino, a viagem da vida é preciosa assim como o são a nossa inteligência e os nossos dons. Amamos a existência como oportunidade única e sabemos que não nos convém desperdiça-la com antigos jogos, ambivalências ou medos que nos levam a fazer confusão entre família, emoções e negócios. Cada uma de nós tem a oportunidade de alcançar o que lhe é próprio dentro da sua história.

O grego Kaváfis, fazendo uma analogia, em seu poema Ítaca, demonstra que a experiência da viagem é que fará de você um ser humano melhor e se não fizer o percurso completo, de nada lhe servirá chegar ao final. Estas são suas recomendações: “quando partires em viagem para Ítaca, faz votos para que seja longo o caminho, pleno de aventuras, pleno de conhecimentos... Faz votos de que numerosas sejam as manhãs estivais, nas quais, com que prazer, com que alegria, entrarás em portos vistos pela primeira vez... Guarda sempre Ítaca em teu pensamento. É teu destino aí chegar... Mas não apresses absolutamente tua viagem...Ítaca deu-te a bela viagem. Sem ela não te porias a caminho... Sábio assim como te tornaste e com tanta experiência, já deves ter compreendido o que significam as Ítacas”.

O intelectual italiano Nuccio Ordine manifesta-se sobre a importância do percurso formativo do ser humano e lembra que as grandes revoluções são frutos de pesquisa de base e isso significa que devemos experimentar-nos para que sejamos mulheres e homens livres, pois não há saber sem conhecimento: seremos livres se formos sábios, conclui.

E assim sintetiza o filósofo Antonio Meneghetti: puoi...se lo sai, ou melhor, você pode... se souber.

Boa viagem e até breve!